3/6/2008 :. .: ERNESTO NAZARETH EM BOA COMPANHIA

Este trabalho nasceu da proposta de se reeditar o volume A música brasileira de Ernesto Nazareth, pequeno álbum com três arranjos meus publicado pela Ricordi em 1998, hoje esgotado e fora de catálogo. Numa reedição convencional bastaria revisar as transcrições, refazer os engravings e, talvez, desenhar uma nova capa. Porém, como acredito que não se deve perder uma oportunidade de fazer mais e melhor, sugeri à Editora enriquecer a nova edição com obras de outros autores, contemporâneos de Nazareth. As opções, claro, seriam muitas, já que a era de Nazareth foi especialmente fértil, musicalmente falando. Além dele, entre 1870 e 1914 – a nossa Belle Èpoque musical, segundo Ary Vasconcelos - autores como Chiquinha Gonzaga, Zequinha de Abreu, Pixinguinha, Anacleto de Medeiros, dentre muitos outros, definiram os caminhos para a criação da grande música brasileira que hoje nos orgulha. Como já tinha alguns trabalhos de Chiquinha e Zequinha encaminhados, as escolhas começaram a se definir. Incluí também Carlos Gomes, que é um caso à parte nessa história; mas entendi que sua célebre modinha combinaria perfeitamente com o conjunto. Por fim, para não se perder o vínculo com a edição original, onde tudo começou, batizamos o novo trabalho de Ernesto Nazareth em boa companhia. Três peças deste volume – Alma em delírio, Gaúcho e Lua branca – estão sendo publicadas para violão pela primeira vez no Brasil. Feitiço e Floraux também o foram na edição original de 1998. Amando sobre o mar, Odeon e Quem sabe?!... já tiveram uma ou mais edições brasileiras.

3/6/2008 - ERNESTO NAZARETH EM BOA COMPANHIA
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